Quando o Medo Cega…

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«Já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.»

José Saramago

Quando impedimos que uma mudança ocorra, dentro de cada um de nós, quando não somos capazes de nos questionar, de encarar os nossos limites e medos, de nos colocar em causa, ou mesmo de sentir as nossas emoções de dor, então somos cegos. Esta cegueira que descrevo, é uma cegueira emocional. Ela caracteriza-se por uma cegueira que nos venda os olhos, mesmo que possamos ver fisicamente.

Cegos consideramos que a razão, o cognitivo, nos faz ver. Contudo, ela (a razão) alia-se ao medo, por intermédio de justificações e análises filosóficas para contrapor a dor, a raiva e ao próprio medo e continuar a nos manter como cegos emocionais.

Como cita o ditado popular, o pior cego é aquele que não quer ver, assim que nos comportamos para com aquilo que não queremos ver em nós. A cegueira derivada do medo, limita. Ela cria fantasmas aonde não existem. Cria desculpas para o que falha. Cria motivos racionais para justificar porque não se toma riscos.

Cria armaduras, máscaras, que não permitem vermos o nosso verdadeiro Eu, desnudo. O medo faz triplicar o perigo real. Faz frear quando se deve avançar. É um viver em sofrimento justificado. É ver o outro mais forte, ou que pode mais do que eu, sem o ver igual. É ver a sombra maior do que o objeto em si, e não ver a luz que permite a sombra existir. É a insegurança do erro.

Quando a luz se faz presente, vemos do que somos feitos, que matéria nos molda, nos vemos, e é exatamente isso que nos livra da prisão do medo.

KARINA M. KIMMIG

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É acreditar que o sofrimento passado não tem solução, e, portanto, quanto mais se fugir dele, mais o evito. Falsa ilusão que cria a cegueira emocional.

E qual é a saída do calabouço?

Uma vez um formando, Carlos, em meu curso que decorreu num castelo, na Alemanha, com medo de ir visitar sozinho o calabouço, fez uma breve entrada, espreitou o calabouço e saiu imediatamente. Nessa noite, ele teve um pesadelo. Curiosamente, no dia a seguir, resolveu avançar calabouço adentro com os outros colegas, mas sem chegar até a saída do calabouço, sem completar totalmente a visita, por medo. Nessa noite, eis que o meu formando teve como que uma sensação de pesadelo. Interessante refletir que, se o calabouço é um vestígio histórico da cegueira social do passado, do medo de outrora, qual era exatamente o medo presente de Carlos naquele calabouço vazio? De olhar a própria prisão que o medo ali lhe colocava e que permanecia o “assustando” nas suas fantasias noturnas? Essa é a nossa grande prisão, o medo gerado pela cegueira e a cegueira gerada pelo medo. Não vemos, porque acreditamos que sofremos, e sofremos porque não vemos. E qual é a saída do calabouço?

E porquê não acordamos da cegueira emocional?

Há muitos que olham, mas são cegos. E porquê não acordamos da cegueira emocional? Porque acordar é criar consciência, e será que ganhamos com isso? E quem ganhará com isso, além de nós mesmos?

Despertar a consciência não quer dizer necessariamente que é extraordinário. Poderá ver quem você é, quem você é mesmo. Mas é nisso que reside o maravilhoso. Pode olhar para si como É, Quem É, e viver como É. E pode olhar para o outro como alguém ao mesmo nível que o seu…então, aí, surge o problema. Como tratar alguém respeitosamente, dar-lhe o valor que merece, sem lhe retirar nada e, ao mesmo tempo, ser tão importante como o outro? Sem ceder-lhe poder, sem retirar-lhe poder? Sem lhe sacar o valor próprio, mas sem lhe atribuir demasiada importância? Sem subjugar e sem ser subjugado?

Como viver num mundo que ver, e ver outros que são cegos pelo medo e que não o sabem, pode levá-lo a questionar-se se vê demais? Pois para que os outros vejam como vê, terão que vencer o medo, a cegueira emocional que os faz refém.

A saída do calabouço se faz ao enfrentar o sofrimento, ao enfrentar a ilusão que a mente acredita ser real, se faz, ao dirigir-se para a luz. Quando a luz se faz presente, vemos do que somos feitos, que matéria nos molda, nos vemos, e é exatamente isso que nos livra da prisão do medo. Porque para “Tudo aquilo a que fechamos os olhos, tudo aquilo de que fugimos, tudo aquilo que negamos, denegrimos ou desprezamos, acaba por contribuir para nos derrotar. A vida continua sempre a avançar, quer nos portemos como cobardes, quer nos portemos como heróis”, como escreveu Henry Miller.

Artigo original publicado em Junho de 2017.

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