Onde está o Ovo de Ouro?

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A minha missão é fazer com que isso aconteça.

Há muito tempo, um senhor muito velhinho, camponês, perdeu a sua esposa. Além de muito pobre, ele passou a viver solitário, até que surgiu uma fada e lhe disse: – Não tema, meu senhor. Vim aqui para lhe ajudar.

Dito isto, ela agitou a sua varinha de condão em direção ao ganso do camponês e, desde então, o ganso passou a botar vários ovos de ouro. Estando o camponês muito rico, ele pensou: – Se o ganso só põe ovos de ouro, dentro dele deve haver milhares de ovos à espera de sair.

Convencido disso, ele pegou uma faca e matou o ganso. Infelizmente, o ganso era inteiramente igual aos outros. Arrependido e desesperado, ele implorou que a fada retornasse, mas ela não voltou. E, então, o homem passou o resto dos seus dias pobre e solitário (O Ganso de Ouro, Irmãos Grimm).

Quem não conhece a “corrida ao ouro”

De certeza que conhece esta fábula da sua infância (ou da galinha dos ovos de ouro), ou de a ter lido para os seus filhos ou netos. O final é marcado com a morte do animal, com a pressuposição de obter todo o ouro possível. Embora o ganso não exista, o conto retrata uma realidade viva. Quem não conhece a “corrida ao ouro”, com um formigueiro obreiro subindo e descendo a Serra Pelada, que foi a maior mina de céu aberto de trabalho manual do mundo, tão bem retratada nas fotos do renomado fotógrafo Sebastião Salgado. E mais uma vez, a ganância fez com que fortunas ali se fizessem e ali se perdessem, como que uma revanche da natureza, da natureza do próprio Homem.

A “corrida ao ouro” continua no nosso dia-a-dia. É uma corrida de um lado para o outro. Uns meditam sobre os gansos com ovos de ouro, e outros meditam como sobreviver. Mas qual é o significado de tudo isto? Porque estamos tão absorvidos “a fazer coisas” a todo o momento, a atingir objetivos de valor externo? E se o bem mais precioso não é o ovo ouro, então qual é o nome do verdadeiro bem precioso que procuramos e que temos de garimpar na vida? Consciência. De que consciência falo Eu?

De que consciência falo Eu?

Todos nós experienciamos um conjunto de situações como forma de nos sentir vivos. Buscamos formas de nos alimentar, produzir, de nos relacionarmos, de trabalhar, de ocuparmo-nos com atividades extras e assim por diante.

E, em certa medida, é positivo e necessário. Contudo, nessa busca externa diária, envolvemo-nos, ao longo do caminho, em dor e sofrimento, esquecemo-nos de sentir o “êxtase” de estar vivo, de compreender que somos o nosso criador, e criador da nossa criação. Deixamos de ver a vida como um mistério, a cada instante, de observar a consciência a manifestar-se em tudo à nossa volta, em cada inseto, animal, flor ou planta. Esquecemo-nos.

Deixamos de ver a vida como um mistério e esquecemo-nos que somos parte desse mistério, e que em nós reside um centro, o nosso centro, de onde tudo flui e de onde a ação parte.

KARINA M. KIMMIG

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Esquecemo-nos que também somos parte desse mistério e que em nós reside um centro, o nosso centro, o centro de onde tudo flui, de onde a ação parte. Esse lugar interior que produz ovos de ouro, e com o qual temos de entrar em contacto, é um centro de repouso, de tranquilidade. Os budistas falam em nirvana, Jesus falava de paz. É o local onde pode repousar, quando parece que as atividades lhe querem engolir na corrida da vida. É o centro onde você pode se apoiar, e agir à partir dele.

Artigo original publicado em Abril de 2017.

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