O que nos diz a Linguagem Corporal?

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Esta entrevista foi concedida a Revista Happy Woman, com o objetivo de entender os sinais da comunicação não verbal transmitidos por uma pessoa e construir um roteiro de descodificação desses sinais.

1. Qual é a importância da linguagem não-verbal?

Conhece este provérbio: “Os olhos são o espelho da alma”? Certamente que sim! De forma popular, muitos provérbios nos revelam a importância da linguagem não verbal na nossa comunicação. Cerca de 93% da sua comunicação diária é comunicação não verbal (segundo a PNL – programação neurolinguística). Surpresa? Esses 93% incluem os gestos, movimentos corporais, postura, micro expressões e a modulação da voz. Para linguagem verbal restam os 7% da comunicação, ou seja, as palavras que são ditas. Ao analisar esta percentagem, a comunicação não verbal “fala” mais sobre cada um de nós do que a comunicação verbal. Por isso, é referido muitas vezes, que uma das chaves da comunicação está no “como” falamos, mais do que, “o quê” dizemos. Por exemplo, já esteve com alguém e, após a conversa que tiveram, lhe vir a sensação: “não acredito no que ela/e diz”, embora a pessoa parecesse “sincera” no que havia falado. Essa sensação é denominada intuição. Mas, uma das partes da nossa “intuição” é a leitura rápida que realizamos da chamada “incongruência”, daquela pessoa, entre a comunicação verbal e não verbal. Um dos exemplos de congruência na comunicação verbal e não verbal foram os discursos da campanha eleitoral do presidente dos E.U.A., Barack Obama, os quais foram muito bem estruturados e treinados. Saliento que a análise da comunicação não verbal das micro e macro e expressões é complexa e é necessário cruzar informação do contexto, ao qual o assunto se refere, e não podemos “limitar” um movimento a um significado para todas as pessoas e em todas as situações.

2. Quais são as microexpressões mais comuns?

Com base na sua experiência quais são as microexpressões mais comuns que as pessoas transmitem através do rosto e do corpo quando falamos em situações de trabalho?

No nosso dia-a-dia profissional, usamos uma diversidade de micro expressões que são realizadas de forma inconsciente, ou seja, não estamos totalmente conscientes das mesmas. Muitas vezes, expressamos a incongruência na nossa comunicação, como por exemplo, aceitar verbalmente um pedido para trabalhar horas extras que desejava recusar, demonstrando a rejeição através da tonalidade, do ritmo e da entoação da voz, ou, por insegurança,

assumir que sabe sobre o que lhe foi solicitado, dizendo sim, mas negando com a cabeça. Cada pessoa usa mais determinadas expressões físicas, do que outras. Uma forma simples, de verificar quais são as expressões que mais utiliza, é visualizar o seu rosto. As chamadas rugas de expressão, por si só, podem revelar um pouco de si.

Todas as emoções são expressas pelo nosso corpo e estão testemunhadas no seu rosto!

KARINA M. KIMMIG

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Há pessoas que, por tendência, apenas franzem um sobrolho e possuem uma ruga mais acentuada na testa no lado direito ou esquerdo, por questionarem mentalmente o que está a ser dito, enquanto ouvem o interlocutor, sem nada dizerem.

ROSTO

ROSTO (expressões faciais, modulação da voz…)

+ Olhos – Há uma parte dos olhos que revela bastante sobre as emoções que estamos sentindo – as pupilas. As pupilas dilatam quando sentimos medo, mas também, quando algo nos excita como antecipação prazerosa (por exemplo, nos atribuírem um projecto com o qual desejávamos estar envolvidos). Entre um casal, por exemplo, as pupilas dilatadas ocorrem na expressão emocional de excitação sexual.

+ Boca – O lábio inferior quando contraído expressa tristeza, desagrado, antipatia e tensão. Nos momentos de prazer e alegria, o lábio inferior fica mais “carnudo”.

CORPO

CORPO (gestos, orientações, movimentos, distância…)

+ Mãos – quando estamos entretidos a falar, as nossas mãos estão descontraídas e apenas são usadas para expressar algo que queremos realçar na comunicação. Quando estamos mais ansiosos, as mãos suam, ou apertamos uma contra a outra (como se quiséssemos nos dar “apoio”), ou ainda um ou mais dedos movem-se de forma contraída.

+ Braços – ajudam as mãos a expressarem. Há quem cruze os braços, quando alguém fala, e está a reflectir sobre o que está a ser dito, mas é também sinónimo de que a pessoa está insegura e precisa de «auto proteger-se», ou ainda poderá indicar um estado de defesa.

+ Pernas – Quando conversamos com alguém que desconhecemos, a tendência é estarmos sentados com as pernas cruzadas e de lado. É uma forma social aprendida desde criança. Conforme vamos relaxando, e a conversa sobe o nível de interesse, o movimento de cruzar e descruzar as pernas entra em sintonia com o nosso interlocutor, ao que denominamos sincronização de movimentos pois estão em “sintonia” um com o outro.

3. Existem outros sinais importantes ao nível de postura e movimentos? Quais?

Sim. Por exemplo, a parte superior do corpo – costas e ombros. Quando estamos atentos ao que está a ser dito, ou a ver um filme interessante, temos a tendência a inclinar a parte superior do corpo para frente e coordenar com as pernas abertas como apoio para os cotovelos e braços. Quando temos questões ou incertezas sobre o que estamos a ouvir, reclinamos a parte superior do corpo, para trás e de lado, e por vezes, é acompanhada pelo cruzar de pernas. Por vezes, quando ao ouvir o nosso interlocutor, discordamos sobre um assunto, movimentamos um dos ombros.

4. O que devem as pessoas incluir ou excluir na sua postura, por exemplo, numa entrevista?

Em primeiro, a pessoa tem de ser ela mesma. O corpo expressará não só o que a pessoa está consciente, mas também ao que não está atenta. Podemos evitar alguns sinais denunciadores, tais como:

– O cruzar das mãos para não mostrar que as treme, e colocá-las sobre a mesa para disfarçar. É fácil verificar esse micro movimento do tremer, principalmente, sobre a mesa. Outro sinal é colocar as mãos debaixo da mesa durante toda a entrevista, ou ainda apertar uma contra a outra ao longo da entrevista.

– O cruzar e descruzar constante das pernas, ou bater do pé no solo, que podem gerar movimentos de “tremor” na mesa, bem como, reclinar-se demasiado para frente a “mostrar” interesse forçado.

Incluir:

– No primeiro contacto com o entrevistador, o corpo deve estar centrado, com os ombros abertos, manter a cabeça alinhada com o corpo, respirar pelo diafragma e o olhar a nível do horizonte.

– Pode inclinar-se com discrição, mantendo uma postura erecta confortável. Uma postura erecta com o peito para frente demonstra demasiada “autoconfiança”, que para alguns poderá ser entendida como arrogância.

– Aconselha-se ter as mãos abertas sobre a mesa ou sobre as pernas, numa postura de dar e receber sem receio. Claro, que também a pessoa terá de estar congruente com esse sentimento.

5. Quais são as microexpressões mais comuns em situações pessoais?

Com base na sua experiência quais são as microexpressões mais comuns que as pessoas transmitem através do rosto e do corpo quando falamos em situações pessoais e emoções (medo, desconforto, desilusão, desprezo, desagrado…)?

Todas as emoções são expressas pelo nosso corpo. Por exemplo, o medo é transmitido pelas pupilas dilatadas, transpiração na testa, pescoço, mãos, o tom da pele torna-se mais baço, o piscar é mais frequente, as costas curvam-se para frente e algumas pessoas apertam o lábio inferior com os dentes. Já quando sentimos raiva, o lábio inferior aperta-se levemente e fica mais estreito, o rosto ganha um tom mais “rubro”, as linhas da testa franzem, os orifícios do nariz se abrem, os olhos podem ficar semicerrados. Quando sentimos alegria, o sorriso, mesmo que suave, está desenhado nos lábios, os olhos ficam com mais brilho e abertos, a tonalidade da pele mais rubra, os cantos da boca mais firmes e erguidos.

6. Quais os principais sinais de mentira?

É realmente possível detectar mentiras só pela linguagem corporal? Quais os principais sinais de mentira?

Como referi, quando existe incongruência na comunicação verbal e não-verbal, alguns sinais podem revelar que não é verdade o que está a ser dito. Quando o interlocutor é questionado e responde algo verbalmente mas o não-verbal contradiz, através de um dedo que involuntariamente vai até a ponta do nariz ou toca os lábios, o coçar o nariz ou a orelha, um movimento ocular contrário a pista de acesso às memórias recordadas, assimetria no rosto, entre outros.

7. Conseguem aferir a veracidade do discurso ou do depoimento?

Os polícias e empresas de recrutamento utilizam este tipo de sinais. O que avaliam fundamentalmente? Conseguem aferir a veracidade do discurso ou do depoimento?

Existem algumas empresas de recrutamento, onde os entrevistadores estudam a comunicação não-verbal, de forma a auferir a veracidade ou não das respostas dos candidatos às perguntas colocadas. O entrevistador também tem em mãos testes que o ajudam na avaliação do candidato ao lugar que está a concorrer no processo de selecção. Depende de onde e como está a ser realizada a entrevista, mas se o candidato e o entrevistador estejam sentados numa mesa frente-a-frente, será a parte superior do corpo, o foco principal, tal como os ombros, pescoço, mãos, boca, olhos, nariz e testa. Em relação a polícia, os especialistas da investigação criminal estudam pormenorizadamente, de forma a auferir a veracidade da informação, através do cruzamento da informação das micro e macro expressões com o que está a ser dito pela pessoa (como ouvir afirmações contraditórias, provocações, etc.) Alguns exemplos, é a analise do ritmo, velocidade e entoação da voz, quando a pessoa está a contar os factos, já que pequenas diferenças nesses pontos podem revelar mentira; o contacto visual, que quem mente o evita ou o aumenta, daquilo que seria o contacto natural; o tempo – quem mente demora mais tempo para dar os detalhes sobre a situação do que quem diz a verdade.


Entrevista original publicada em Setembro de 2011, na Revista Happy Woman.

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